RADIODIFUSÃO
NA ERA VARGAS
Segundo FAGUNDES, (1997:14), quando Getúlio Vargas assumiu o poder
em 1930, as rádios não possuíam autorização oficial para veiculação
de publicidade, que só viria a ser estabelecida em 1932, em substituição
aos Decretos de 1924 e 1931.
Desta forma o Brasil passou a adotar o modelo norte-americano
de radiodifusão e passava a distribuir concessões de canais a
particulares e permitindo oficialmente a exploração comercial
do veiculo.
Desde o início do rádio brasileiro, além da política, o esporte
teve espaço, e no ano de 1932, Nicolau Tuma narrou a primeira
partida de futebol pelo rádio e, em 1938, Gagliano Neto transmitiu
do exterior a Copa do mundo realizada na França.
Conforme FAGUNDES, (1997:26-27), Getúlio Vargas em 1931, através
de um Decreto Lei criou o DOP (Departamento Oficial de Propaganda)
responsável pela criação da “Hora do Brasil” com objetivo de divulgar
as realizações do governo. Em 1937 foi criado o DIP (Departamento
de Imprensa Propaganda), “A Hora do Brasil”, em 1937 adquiriu
caráter compulsório, devendo ser obrigatoriamente transmitida
em rede nacional de rádio, todos os dias úteis, das 18h. e 45min
às 19h. e 30min, em ondas médias e curtas, e das 19h. e 30min.
às 19h. e 45min., somente em ondas curtas. Era o horário nobre
do rádio para época.
O DIP (Departamento de imprensa e propaganda) tinha sede no Rio
de Janeiro e com representação em outros Estados. No Rio Grande
do Sul foi entregue ao Departamento de Fiscalização de diversões
públicas.
Getúlio Vargas em seu governo, desde o início elaboraram um esquema
relativo ao uso político do rádio e uma das principais armas foi
a censura, o rádio não somente foi censurado como ainda teve emissoras
encampadas (rescindir contrato de arrendamento).
Vargas se utilizava do rádio para divulgação de seus projetos,
dentre as mais importantes a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho)
e uma série de dispositivos para regulamentar a profissão de jornalista,
o que ocorreu efetivamente durante o governo de Jânio Quadros,
em 1961.
O governo Vargas tinha, portanto, uma visão mais clara a respeito
da importância dos meios de comunicação para o apoio e a divulgação
de seus feitos. Assim ao mesmo tempo que incentivava a profissão
jornalística através da legalização das conquistas e a evolução
da categoria, utilizava-se do DIP (Departamento de Imprensa e
Propaganda) para cercear, restringir e censurar o que não fosse
de interesse do governo em matéria de divulgação.
A fiscalização de censura no rádio era feita nos programas gerais,
desde as informativas como as de diversões públicas, e se dava
através de um censor, ou seja, um funcionário público que ficava
dentro de uma sala especial montada no interior das emissoras,
fazendo anotações o que de estranho verificasse, transmitindo
ao chefe de controle as irregularidades porventura apuradas.
Em 1940, foram submetidas à cesura prévia da divisão de rádio,
3770 programas, 483 peças de teatro e 2416 gravações, existindo
no país 78 emissoras de rádio, conforme FAGUNDES, (1987:36).
Segundo, FAGUNDES,(1997:31, 48), as músicas tocadas nas emissoras
teriam que ter composição cujas letras fossem adequada aos interesses
do governo.
O segmento que deu certo no Brasil na década de 40 foi a radionovela.
A primeira foi ao ar em julho de 1941. Intitulada, “Em Busca da
Felicidade”, que ficou no ar por dois anos e tinha como patrocinador,
Creme Dental “Colgate”.
Conforme CAPARELLI, (1980:41-42), o Período de 1945 até 1964 foi
muito rico em termos de participação popular. Bem ou mal, os presidentes,
governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores eram
eleitos diretamente pelo povo. Se a democracia é um aprendizado,
nessa época oportunidades que não faltaram. Mesmo em meio a uma
corrupção evidente (com exceções), os políticos tinham que atender
a certas aspirações populares.
O desenvolvimento da democracia está intimamente ligado ao processo
educacional. Para tanto novos métodos de alfabetização precisavam
ser criados. No início da década de 60, em Recife, o educador
Paulo Freire deu início a um método que alfabetizava em 40 horas.
Não apenas alfabetizava, dava também uma visão crítica e politizada
aos alfabetizados. Segundo FAGUNDES, (1997:14), quando Getúlio
Vargas assumiu o poder em 1930, as rádios não possuíam autorização
oficial para veiculação de publicidade, que só viria a ser estabelecida
em 1932, em substituição aos Decretos de 1924 e 1931.
Desta forma o Brasil passou a adotar o modelo norte-americano
de radiodifusão e passava a distribuir concessões de canais a
particulares e permitindo oficialmente a exploração comercial
do veiculo.
Desde o início do rádio brasileiro, além da política, o esporte
teve espaço, e no ano de 1932, Nicolau Tuma narrou a primeira
partida de futebol pelo rádio e, em 1938, Gagliano Neto transmitiu
do exterior a Copa do mundo realizada na França.
Conforme FAGUNDES, (1997:26-27), Getúlio Vargas em 1931, através
de um Decreto Lei criou o DOP (Departamento Oficial de Propaganda)
responsável pela criação da “Hora do Brasil” com objetivo de divulgar
as realizações do governo. Em 1937 foi criado o DIP (Departamento
de Imprensa Propaganda), “A Hora do Brasil”, em 1937 adquiriu
caráter compulsório, devendo ser obrigatoriamente transmitida
em rede nacional de rádio, todos os dias úteis, das 18h. e 45min
às 19h. e 30min, em ondas médias e curtas, e das 19h. e 30min.
às 19h. e 45min., somente em ondas curtas. Era o horário nobre
do rádio para época.
O DIP (Departamento de imprensa e propaganda) tinha sede no Rio
de Janeiro e com representação em outros Estados. No Rio Grande
do Sul foi entregue ao Departamento de Fiscalização de diversões
públicas.
Getúlio Vargas em seu governo, desde o início elaboraram um esquema
relativo ao uso político do rádio e uma das principais armas foi
a censura, o rádio não somente foi censurado como ainda teve emissoras
encampadas (rescindir contrato de arrendamento).
Vargas se utilizava do rádio para divulgação de seus projetos,
dentre as mais importantes a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho)
e uma série de dispositivos para regulamentar a profissão de jornalista,
o que ocorreu efetivamente durante o governo de Jânio Quadros,
em 1961.
O governo Vargas tinha, portanto, uma visão mais clara a respeito
da importância dos meios de comunicação para o apoio e a divulgação
de seus feitos. Assim ao mesmo tempo que incentivava a profissão
jornalística através da legalização das conquistas e a evolução
da categoria, utilizava-se do DIP (Departamento de Imprensa e
Propaganda) para cercear, restringir e censurar o que não fosse
de interesse do governo em matéria de divulgação.
A fiscalização de censura no rádio era feita nos programas gerais,
desde as informativas como as de diversões públicas, e se dava
através de um censor, ou seja, um funcionário público que ficava
dentro de uma sala especial montada no interior das emissoras,
fazendo anotações o que de estranho verificasse, transmitindo
ao chefe de controle as irregularidades porventura apuradas.
Em 1940, foram submetidas à cesura prévia da divisão de rádio,
3770 programas, 483 peças de teatro e 2416 gravações, existindo
no país 78 emissoras de rádio, conforme FAGUNDES, (1987:36).
Segundo, FAGUNDES,(1997:31, 48), as músicas tocadas nas emissoras
teriam que ter composição cujas letras fossem adequada aos interesses
do governo.
O segmento que deu certo no Brasil na década de 40 foi a radionovela.
A primeira foi ao ar em julho de 1941. Intitulada, “Em Busca da
Felicidade”, que ficou no ar por dois anos e tinha como patrocinador,
Creme Dental “Colgate”.
Conforme CAPARELLI, (1980:41-42), o Período de 1945 até 1964 foi
muito rico em termos de participação popular. Bem ou mal, os presidentes,
governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores eram
eleitos diretamente pelo povo. Se a democracia é um aprendizado,
nessa época oportunidades que não faltaram. Mesmo em meio a uma
corrupção evidente (com exceções), os políticos tinham que atender
a certas aspirações populares.
O desenvolvimento da democracia está intimamente ligado ao processo
educacional. Para tanto novos métodos de alfabetização precisavam
ser criados. No início da década de 60, em Recife, o educador
Paulo Freire deu início a um método que alfabetizava em 40 horas.
Não apenas alfabetizava, dava também uma visão crítica e politizada
aos alfabetizados.
Leandro Bertoldo Cozer
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